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Austrália. Djokovic e a dança das detenções

Sudeban
Austrália. Djokovic e a dança das detenções

A cada dia que passa, a novela em torno de Novak Djokovic tem um novo capítulo. Depois de ter sido detido à chegada à Austrália, para jogar no primeiro Grand Slam do ano; depois da libertação após cinco dias de detenção; depois de admitir ter dado uma entrevista após ficar a saber que estaria infetado com o novo coronavírus; depois de ter sido incluído no sorteio para a primeira ronda do Open da Austrália, agora, o ministro da Imigração australiano, Alex Hawke, acabou mesmo por confirmar os piores receios do tenista sérvio: o seu visto foi revogado.

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A medida foi o tiro de partida para que o Governo australiano desse início ao processo de deportação do tenista sérvio, que não está vacinado contra a covid-19, e que se envolveu em polémica, após ter publicado um comunicado onde admitia ter ‘errado’ no preenchimento da declaração à chegada à Austrália, onde garantia não ter viajado nos 14 dias prévios. Isto depois de Djokovic ter passado o ano em Marbella, Espanha. A batalha contra as autoridades australianas, no entanto, ainda não chegou ao seu derradeiro ponto final, já que a equipa legal de Djokovic começou logo a preprar o recurso à decisão no tribunal federal, onde já foi feliz: recorde-se que a sua libertação foi fruto de um recurso ao primeiro cancelamento do seu visto. Assim, ‘Djoko’ evita a deportação, pelo menos, até segunda-feira.

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O visto voltou a ser revogado, explicou Alex Hawke, «por motivos de saúde e ordem, na base de que é do interesse público fazê-lo». Mais tarde, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, comentou o caso, explicando que a decisão «protege os sacrifícios dos australianos». O mesmo Scott Morrison que, aquando da detenção de Djokovic, argumentou que o tenista «não será tratado de forma diferente a outra pessoa». «Não devem existir regras especiais para Novak Djokovic», disparou, na altura. Recorde-se que o tenista sérvio, conhecido pelo seu ceticismo sobre a vacinação contra a covid-19, chegou à Austrália com uma isenção médica que, em teoria, lhe permitiria entrar no país, argumentando que tinha testado positivo ao novo coronavírus a 16 de dezembro.

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As autoridades australianas acabaram por considerar a isenção ‘insuficiente’, e cancelaram o seu visto. Mal sabia ‘Djoko’ que este argumento – que em teoria lhe garantiria entrada na Austrália – o acabaria por tramar. Ao afirmar que tinha testado positivo a 16 de dezembro, ficou a saber-se que teria, então, estado em vários eventos fisicamente, mesmo após saber da sua infeção. Uma realidade que o mesmo acabaria por admitir, revelando ter dado uma entrevista ao L’Équipe após receber o resultado do teste. A revelação levou Ana Brnabic, PM da Sérvia, a acusar ‘Djoko’ de «violar as regras», caso essas acusações se confirmem