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Equipe de Boris Johnson realizou festas na véspera do funeral do príncipe Philip, diz jornal

Equipe de Boris Johnson realizou festas na véspera do funeral do príncipe Philip, diz jornal

Questionada sobre a outra festa e se houve bebida e dança, a porta-voz respondeu que não teria “mais nada a acrescentar”

O jornal publicou que os funcionários foram enviados para uma loja próxima com uma mala, que voltou “cheia de garrafas de vinho”

LONDRES —  Funcionários da residência oficial e escritório do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em Downing Street n° 10, estão sendo acusados de realizar duas festas em 16 de abril do ano passado, véspera do funeral do príncipe Philip. O jornal The Telegraph informou que cerca de 30 pessoas participaram das reuniões, bebendo e dançando até de madrugada.

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Uma porta-voz de Downing Street confirmou que o ex-diretor de comunicações de Boris Johnson, James Slack, “fez um discurso de despedida” naquele dia, para agradecer aos colegas antes de assumir um novo emprego, segundo a BBC.

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A despedida de Slack coincidiu com outra reunião no porão do nº 10, organizada por um dos fotógrafos pessoais do primeiro-ministro. Em determinado momento, as duas festas se juntaram no jardim do nº 10 e continuaram até depois da meia-noite.

Questionada sobre a outra festa e se houve bebida e dança, a porta-voz respondeu que não teria “mais nada a acrescentar”

O jornal publicou que os funcionários foram enviados para uma loja próxima com uma mala, que voltou “cheia de garrafas de vinho”.

A solidão da rainha Johnson não estava em nenhuma das reuniões, pois estava passando o fim de semana em sua propriedade rural, Chequers. Mas essas revelações ocorrem no momento em que ele enfrenta a fúria de seus próprios aliados por participar de uma reunião com bebidas no jardim de Downing Street em maio de 2020, durante a primeira fase da quarentena.

A vice-líder do Partido Trabalhista, Angela Rayner, disse que a responsabilidade sobre a “cultura e os comportamentos” em Downing Street “fica com o primeiro-ministro”. E acrescentou:

— A rainha sentou-se sozinha de luto, como muitos fizeram na época, com trauma pessoal e sacrifício para cumprir as regras do interesse nacional — referindo-se ao fato de que, durante o funeral de seu marido, a rainha Elizabeth manteve-se isolada dos familiares.

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PUBLICIDADE O líder dos liberais democratas, Sir Ed Davey, também reiterou os pedidos para que o primeiro-ministro renuncie devido à crescente lista de denúncias sobre festas:

“A rainha sentada sozinha, lamentando a perda de seu marido, foi a imagem definidora do bloqueio. Não porque ela seja a rainha, mas porque ela era apenas mais uma pessoa, de luto sozinha como muitas outras. Enquanto ela estava de luto, n°10 festejou”, tuitou ele

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